Contas da Eletropaulo vão subir 13%
Luciana Lazarini
do Agora
A conta de energia elétrica da Eletropaulo ficará mais cara a partir de sábado em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital e as cidades do ABCD. Residências, estabelecimentos comerciais de pequeno porte e clientes de baixa renda terão um aumento de 12,96% em sua fatura.
O reajuste anual foi definido ontem pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), e as novas tarifas valerão até julho do ano que vem.
O índice ficou bem acima do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado), que, no acumulado dos últimos 12 meses, é de 5,2% (referente a maio deste ano).
Segundo a Eletropaulo, um dos motivos para o aumento foi o gasto maior com impostos, transmissão e compra de energia. Os custos da empresa subiram 13,69% no ano.
Segundo a Aneel, o reajuste aprovado reflete principalmente o aumento dos custos com a compra de energia. O alto custo dos leilões de energia e o impacto da variação do dólar na compra de energia da hidrelétrica de Itaipu influenciaram. Assim, como o dólar subiu no ano passado, a energia ficou mais cara e, agora, esse repasse está sendo feito para o consumidor.
Contas
Os 5,8 milhões de consumidores da Eletropaulo vão receber as faturas com preços mais altos até o final de agosto --o envio das contas é feito em cinco datas diferentes ao longo do mês. Do total de clientes, só 10 mil são indústrias e grandes comércios.
Para as indústrias, a remarcação chega a 15,25%. O reajuste médio da Eletropaulo será de 14,88%. O aumento poderia ter sido ainda maior, pois a empresa havia pedido um aumento médio anual de 18,75% para a Aneel.
Mais caro
O vice-presidente do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia de São Paulo), Manoel Enriquez Garcia, diz que o índice de aumento da luz está muito acima do reajuste salarial. "Para as empresas de energia, esse é um momento oportuno para o aumento, pois, com inflação em queda, o reajuste da luz pode passar despercebido", afirma. De acordo com o especialista, a energia elétrica representa 4,2% dos gastos mensais dos consumidores.
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